PUBLIEDITORIAL

Transporte coletivo é elemento chave para a mobilidade sustentável

Diretor da ANSAL, Rafael Santana, destaca que o transporte coletivo gera o desenvolvimento econômico de todos os setores

Por ANSAL

Ansal

A mobilidade sustentável tem como objetivo minimizar os impactos ambientais causados pelo transporte em seus diferentes modais e, ao mesmo tempo, potencializar seus benefícios sociais. Por isso, a busca por soluções que visam a diminuição do trânsito e das poluições atmosférica e sonora e a melhoria dos serviços coletivos têm sido uma constante. O transporte motorizado individual está na berlinda, tanto na questão ambiental quanto no atendimento das necessidades de deslocamento.

Para o diretor da ANSAL, Rafael Santana, o transporte coletivo é elemento chave para a mobilidade sustentável. “Costumo falar que o transporte público coletivo é o pulmão da cidade, porque gera o desenvolvimento econômico de todos os setores, possibilitando o deslocamento de trabalhadores e estudantes. Além disso, ele tem os benefícios da mobilidade sustentável, que é a redução de congestionamento, a redução de poluição e de emissão de poluentes. Sendo um transporte mais eficiente, seguro e mais acessível. Sem contar na equidade social, porque a população de todas as classes utiliza o transporte público e Juiz de Fora não é diferente, afirma.

Segundo ele, os ônibus têm um papel fundamental já que são o único meio de transporte coletivo na cidade. “Hoje, o município de Juiz de Fora tem 524 ônibus, sendo que um faz o papel de 40 carros na rua. Imagina o congestionamento com a ausência do transporte coletivo. Imagina o transtorno que poderia causar à mobilidade em geral na cidade. Em números reais, hoje os ônibus de Juiz de Fora transportam, em média, 250 mil passageiros por dia”.

O diretor da ANSAL afirma que para oferecer um transporte público de qualidade, é necessário que haja investimento do governo federal e estadual, junto com o municipal, porque somente este último não é capaz de garantir a eficiência para a população, uma vez que o custo da tarifa não é suficiente para bancar todo o custo do serviço que é uma responsabilidade pública.

Em entrevista à Rádio Transamérica, Rafael destacou os impactos que a pandemia causou no transporte público. O número de usuários caiu 75% no auge e a frota não podia parar, por ser o transporte essencial. Ele garantiu que até hoje o setor não conseguiu se recuperar, por isso defendeu a estruturação do financiamento do transporte público.

“A maioria dos municípios brasileiros está pagando parte da tarifa do cidadão. E essa vai ser a principal mudança que a pandemia veio nos ensinar. Já tem um marco legal do transporte em discussão no Governo Federal e nós estamos esperançosos que venha alguma alteração de estrutura, para que possamos ter um serviço de melhor qualidade”, afirma.

“O principal disso é ter o transporte público como prioridade. Nós temos que priorizá-lo. Precisamos de investimento na infraestrutura para garantir eficiência e qualidade. Sem esse investimento, o transporte público já está chegando no limite de custo que consegue em relação a atendimento ao usuário”, finaliza.

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